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Especializada em crianças, Nina Saúde mira público 60+ para liderar vacinação a domicílio até 2030

Healthtech capixaba chega a São Paulo com atendimento nas zonas Leste e Sul e vê parcerias com operadoras de saúde como estratégicas

Healthtech capixaba chega a São Paulo com atendimento nas zonas Leste e Sul e vê parcerias com operadoras de saúde como estratégicas
Ilustração de Saúde Insider Crédito: Magnific

Presente em cinco estados e no Distrito Federal, a startup capixaba de vacinação a domicílio Nina Saúde planeja uma expansão considerando o envelhecimento da população, com o objetivo de liderar o mercado de vacinação a domicílio até 2030. Atualmente, a empresa atende majoritariamente recém-nascidos e bebês. No entanto, diante do aumento da população idosa, que deve passar de 16% para quase 38% da população brasileira até 2070, segundo projeções do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a empresa planeja ampliar o foco nessa faixa etária a partir do fim de 2027.

De acordo com o médico nefrologista Felipe Paste, CEO e fundador da empresa, 70% do faturamento do mercado nacional de vacinas é proveniente do público infantil. “Hoje temos um volume interessante de adultos e idosos, mas nossos diferenciais agregam mais valor para recém-nascidos e bebês”, afirmou o executivo.

O mercado de vacinas no Brasil movimentou US$ 1,8 bilhão em 2025, segundo dados do IMARC Group, especializado em pesquisas de mercado. A projeção é de que o segmento atinja US$ 3 bilhões no país até 2034, com taxa de crescimento anual de 5,7%.

Atualmente, a Nina Saúde realiza cerca de 10 mil aplicações de vacinas por mês. A partir de agosto, a empresa chega a seis regiões da cidade de São Paulo. A startup começa pelos bairros de Moema, Itaim Bibi, Vila Olímpia, Jardins e Indianópolis e já mapeia a Zona Leste, com o Tatuapé na sequência, ainda em 2026. O recorte inicial em bairros de maior renda sugere um posicionamento premium, mas Paste desconsidera esse rótulo.

Segundo o CEO, a demanda por vacinação de recém-nascidos existe em todas as faixas sociais. Para estruturar a operação paulistana, a empresa investiu R$ 500 mil e projeta realizar 100 mil atendimentos até o fim de 2026. Para isso, prevê ampliar em 50% o quadro atual de 120 funcionários nos próximos 12 meses, chegando a 180 profissionais.

Levantamento da consultoria IQVIA, apresentado pela Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas, coloca a Nina Saúde entre os cinco maiores nomes do setor de clínicas de imunização do país, ao lado de Saúde Livre, Santa Clara Vacinas, Vaccini e Dr. Vacina. A meta da companhia é liderar esse grupo até 2030. A empresa encerrou 2025 com R$ 40 milhões em receita e projeta R$ 70 milhões neste ano, alta de 75%, sustentada também por um modelo asset light — no qual a empresa opera sem ser proprietária de ativos de maior porte, terceirizando itens como imóveis e frota.

No modelo comercial atual, a operação é totalmente voltada ao cliente final, sem parcerias com planos de saúde. A estratégia é diferente da adotada por algumas concorrentes, como a Beep Saúde, que busca escalar e ganhar volume por meio de parcerias com operadoras. “Temos conversas com planos de saúde. Existem players do mercado de saúde suplementar que fazem muito sentido”, afirmou Paste.

Questões essenciais

Quanto movimenta o mercado de vacinação no Brasil?

O mercado de vacinas no Brasil movimentou US$ 1,8 bilhão em 2025, segundo dados do IMARC Group, especializado em pesquisas de mercado. A projeção é de que o segmento atinja US$ 3 bilhões no país até 2034, com taxa de crescimento anual de 5,7%.

Por que o público idoso é estratégico para a empresas de vacinação?

O envelhecimento da população brasileira tende a ampliar a demanda por serviços de saúde, incluindo vacinação. A Nina Saúde pretende aproveitar essa mudança demográfica para expandir sua atuação entre pessoas com 60 anos ou mais.

Quais são as principais empresas de vacinação a domicílio do Brasil?

Levantamento da consultoria IQVIA, apresentado pela Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas, coloca a Nina Saúde entre os cinco maiores nomes do setor de clínicas de imunização do país, ao lado de Saúde Livre, Santa Clara Vacinas, Vaccini e Dr. Vacina.

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