Proporção da população brasileira coberta por planos privados não ultrapassa 25%
Uma década foi necessária para que a saúde suplementar ampliasse em apenas 2,3 pontos percentuais sua participação na população brasileira. Em dezembro de 2016, os planos privados de assistência médica cobriam o equivalente a 22,7% dos brasileiros. Em junho de 2026, chegaram a 25%, segundo dados da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) divulgados em agosto. É o maior percentual da série dos últimos dez anos – e significa que, mesmo no recorde, o mercado alcança somente um em cada quatro brasileiros. Vale ressaltar que os números são coletados por vínculos, e algumas pessoas podem ter mais de um contrato.
Há dois movimentos distintos dentro da mesma década: cinco anos de estagnação ou perda e outros cinco de expansão. Nos primeiros anos, a cobertura andou para trás: desde 2016 caiu para 22,3% (2017), 22,2% (2018) e chegou a 22,1% (2019). Em 2020, praticamente não saiu do lugar, com 22,2%. Foi a partir de 2021, o meio da pandemia de Covid 19, que a curva mudou de direção. A taxa passou para 22,8% e não parou mais de crescer. Em dezembro de 2022, o equivalente à 23,5% da população estava coberta por planos privados. O percentual subiu para 23,9% (2023), 24,2% (2024) e 24,6% (2025), até alcançar os atuais 25% em junho de 2026.
Taxa de cobertura (%) por planos privados de saúde em relação à população total
| Dez/16 | 22,7 |
| Dez/17 | 22,3 |
| Dez/18 | 22,2 |
| Dez/19 | 22,1 |
| Dez/20 | 22,2 |
| Dez/21 | 22,8 |
| Dez/22 | 23,5 |
| Dez/23 | 23,9 |
| Dez/24 | 24,2 |
| Dez/25 | 24,6 |
| Jun/26 | 25,0 |
