Planos coletivos representam 84% do mercado e somam 44,7 milhões do total de 53,1 milhões
Concentração é ainda maior nos contratos empresariais: 38,9 milhões de beneficiários, o equivalente a 87% dos vínculos coletivos
Planos coletivos concentram a maioria dos beneficiários da saúde suplementar no Brasil. Dados da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), divulgados em agosto e referentes a junho de 2026, mostram que 44,7 milhões dos 53,1 milhões de vínculos de planos de assistência médica estão nessa modalidade. São 84,2% do total. Os planos individuais ou familiares, por sua vez, reúnem 8,4 milhões de beneficiários, o equivalente a 15,8% do mercado. Os dados são de número de vínculos, e não necessariamente de pessoas: um beneficiário pode estar associado a mais de um contrato.
Planos coletivos têm reajustes livres, negociados entre operadoras e clientes corporativos. Já os planos individuais ou familiares têm reajustes com tetos definidos pela ANS. No universo dos planos coletivos, a concentração é ainda maior nos contratos empresariais. Eles somam 38,9 milhões de beneficiários e representam 87% dos 44,7 milhões de vínculos coletivos. Os planos coletivos por adesão — normalmente contratados por intermédio de associações, sindicatos ou entidades de classe — reúnem outros 5,8 milhões, ou 13% desse segmento. Os números são do Sistema de Informações de Beneficiários (SIB/ANS/MS).
Beneficiários de planos privados de saúde por tipo de contratação do plano
| Assistência médica com ou sem odontologia | 53.145.666 |
| Individual ou Familiar | 8.422.889 |
| Coletivo Empresarial | 38.885.383 |
| Coletivo por adesão | 5.814.427 |
| Coletivo não identificado | 175 |
| Não Informado | 22.792 |
