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Planos odontológicos cobrem 17,3% da população, quase 80% mais em dez anos

Em 2016, a diferença entre as coberturas de planos de saúde e os apenas odontológicos sai de 13 pontos percentuais para 7,7 pontos em dez anos

Planos exclusivamente odontológicos fizeram em dez anos um percurso bem diferente daquele observado nos planos gerais de assistência médica. Em dezembro de 2016, alcançavam o equivalente a 9,7% da população brasileira. Em junho de 2026, essa proporção chegou a 17,3%. São 7,6 pontos percentuais a mais – na prática, a presença dos planos odontológicos na população cresceu quase 80% no período. Há outra diferença importante: não houve um único ano de recuo na série.

A cobertura passou de 9,7% (2016) para 10,2% (2017), 10,9% (2018) e 11,5% (2019). Mesmo em 2020, ano marcado pela pandemia, houve ligeiro avanço, para 11,6%. A partir daí, o ritmo acelerou: 12,6% (2021), 13,6% (2022) e 14,6% (2023). O crescimento continuou nos anos seguintes. A taxa chegou a 15,7% em dezembro de 2024, 16,1% (2025) e alcançou o recorde de 17,3% (junho de 2026). A distância em relação aos planos de assistência médica ainda é relevante: estes cobrem o equivalente a 25% da população. Mas ela vem diminuindo. Em 2016, a diferença entre as duas taxas era de 13 pontos percentuais. Dez anos depois, caiu para 7,7 pontos.

Taxa de cobertura (%) por planos exclsuivamente odontológicos (Brasil – 2016-2026)

Dez/169,7
Dez/1710,2
Dez/1810,9
Dez/1911,5
Dez/2011,6
Dez/2112,6
Dez/2213,6
Dez/2314,6
Dez/2415,7
Dez/2516,1
Jun/2617,3

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