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Saúde

Novo ciclo do Proadi-SUS (2027-2029) deve acelerar soluções do sistema público

Programa é parceria com hospitais de referência da rede privada, como os paulistanos Albert Einstein, Beneficência Portuguesa, HCor, Sírio-Libanês e o porto-alegrense Moinhos de Vento

Crédito da Foto: Divulgação
Crédito da Foto: Divulgação Ilustração de Saúde Insider

O que acontece dentro de grandes hospitais privados pode ajudar a melhorar o atendimento de milhões de brasileiros no SUS (Sistema Único de Saúde). Essa é a premissa do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS), que reúne o Ministério da Saúde e instituições de referência para levar conhecimento, tecnologia e novas soluções à rede pública. Ao longo de agosto, gestores e técnicos do Ministério da Saúde trabalharam no planejamento do próximo ciclo do programa, que vai de 2027 a 2029. A ideia é definir projetos a partir dos principais problemas identificados pelas próprias áreas do ministério e tornar mais claros os resultados que cada iniciativa deverá entregar.

Na prática, isso significa tentar fazer com que os projetos tenham efeitos mais concretos no dia a dia do SUS. Entre os objetivos estão melhorar a capacitação de profissionais, aperfeiçoar serviços de saúde, incorporar tecnologias e desenvolver pesquisas que possam ser aplicadas na rede pública. Para o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, o novo ciclo deve dar mais clareza ao que se espera de cada projeto. “Queremos que os projetos sejam elaborados com cada vez mais assertividade sobre o impacto que devem gerar no SUS”, disse. De acordo com ele, com as estratégias bem definidas, é possível acompanhar e mensurar, de forma mais precisa, “os benefícios gerados para o sistema de saúde e para a população”.

Rede privada. O Proadi-SUS é uma parceria com hospitais de referência da rede privada, como os paulistanos Albert Einstein, Beneficência Portuguesa, HCor, Sírio-Libanês, e o porto-alegrense Moinhos de Vento. As instituições compartilham com o sistema público conhecimentos e soluções desenvolvidos em áreas como assistência, gestão e inovação. Uma das frentes discutidas no novo ciclo envolve algo que pode parecer distante do paciente, mas tem impacto direto no funcionamento da rede: as compras públicas. A proposta é criar mecanismos para tornar as negociações do Ministério da Saúde mais estratégicas, melhorar as condições obtidas com fornecedores e planejar melhor a aquisição de produtos e equipamentos.

Outra frente está relacionada aos hospitais de urgência e emergência. As propostas incluem melhorar a capacitação das equipes e ampliar a adoção de protocolos de segurança. O objetivo é tornar o atendimento mais organizado e seguro para quem chega aos serviços em situações de emergência. O atendimento de crianças com câncer também está entre os pontos que devem receber melhorias. A proposta é aperfeiçoar processos para diminuir o intervalo entre a primeira suspeita da doença, a avaliação por um especialista e a confirmação do diagnóstico. O diagnóstico mais ágil é decisivo no sucesso do tratamento.

O planejamento ainda não terminou. Depois das oficinas realizadas em agosto, gestores e técnicos passarão por mentorias e outras atividades para detalhar as propostas. Ao final, será definido o conjunto de projetos que farão parte do Proadi-SUS entre 2027 e 2029. A partir daí, as áreas do Ministério da Saúde poderão apresentar aos hospitais parceiros demandas mais específicas, ligadas aos problemas considerados prioritários. Para o consumidor, o impacto esperado é simples de entender: transformar conhecimento e inovação produzidos em hospitais de referência em melhorias que possam chegar à rede pública.

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