Rápidas: Quarentena barra ida de Aquino para a Oncoclínicas, Amil encerra conversas sobre venda e mais
Quarentena barra ida de ex-diretor da ANS para a Oncoclínicas
A Comissão de Ética Pública reconheceu conflito de interesses na contratação de Jorge Aquino, ex-diretor de Normas e Habilitação das Operadoras da ANS, como diretor comercial da Oncoclínicas. Aquino deixou a Agência em 26 de agosto e pretendia iniciar a nova função em 1º de setembro. A decisão determina seis meses de impedimento, até 26 de fevereiro de 2027, com direito à remuneração compensatória prevista em lei.
A Oncoclínicas não é diretamente regulada pela ANS, mas a Comissão entendeu que sua atividade tem relação indireta com a área comandada por Aquino: o grupo negocia credenciamento, preços e serviços com operadoras de planos de saúde, justamente os agentes submetidos à supervisão econômico-financeira da diretoria que ele ocupava. Para a CEP, essa conexão é suficiente para caracterizar o conflito de interesses durante o período de quarentena.
Amil encerra processo de venda
O Grupo Amil comunicou nesta quinta-feira (10) aos funcionários que encerrou as conversas com fundos de investimento interessados na aquisição de parte ou de até 100% da companhia. Segundo o comunicado do Conselho de Administração, o processo termina “sem qualquer mudança societária na companhia”. A empresa afirma que permanece aberta a futuras propostas de investimentos minoritários e seguirá com seu projeto de crescimento.
ANS quer mais poder para agir antes da Justiça
Durante participação no evento “A Saúde do Brasil em 2030: Onde Vamos Estar?”, em Brasília, o presidente da ANS, Wadih Damous, revelou estar em conversas com o Congresso para ampliar os poderes cautelares, fiscalizatórios e punitivos da agência. Movimento busca permitir respostas mais rápidas às negativas de cobertura, antes que os conflitos cheguem ao Judiciário. Segundo Damous, saúde suplementar já supera o SUS em volume de novas ações judiciais.
Brasil lidera ranking de hospitais, mas perde na média
Brasil emplacou 41 das 105 instituições classificadas pela IntelLat entre os melhores hospitais e clínicas da América Latina. Foi o que maior participação entre dez países avaliados. No desempenho médio, porém, ficou com 55,42 pontos, abaixo da média geral de 57,26 e dos resultados de Argentina, México e Colômbia. Pódio nacional reúne Einstein Hospital Israelita, em 1º lugar, Sírio-Libanês, em 4º, e Hospital Moinhos de Vento, em 5º.
STJ discute limites do Rol da ANS
Em novo episódio do podcast STJ No Seu Dia, o Superior Tribunal de Justiça debate cobertura de cirurgias robóticas pelos planos de saúde e a aplicação da taxatividade mitigada do rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O tema é analisado a partir de decisão do próprio tribunal que garantiu o procedimento a um paciente com câncer de próstata.
STF mantém perícia por telemedicina no INSS
Perícias do INSS poderão continuar sendo realizadas por telemedicina ou pela análise de atestados, sem exame presencial obrigatório. STF rejeitou ação da associação dos peritos médicos, que alegava perda de autonomia profissional e invasão da competência regulatória do CFM (Conselho Federal de Medicina). Maioria dos magistrados não analisou o mérito já que a corte entendeu que a entidade contestou apenas parte das normas que autorizam o modelo. Na prática, a decisão preserva as avaliações remotas e documentais.
Febre maculosa acende alerta no Sudeste
Ministério da Saúde registrou 158 casos confirmados e 45 mortes por febre maculosa até a 34ª semana epidemiológica de 2026. Sudeste concentrou 37 óbitos e apresentou letalidade de 51,3%. Nova orientação técnica determina início imediato da doxiciclina diante da suspeita clínica, sem aguardar confirmação laboratorial, e cobra fluxos definidos para internação e terapia intensiva.
Cosméticos entram mais no radar da Anvisa
Notificações de eventos adversos relacionados a cosméticos cresceram 130% no primeiro ano da nova regulamentação da Anvisa, passando de 257 para 592 registros. Empresas responderam por 536 comunicações e elevaram sua participação de cerca de 45% para mais de 90% do total. Agência atribui o avanço ao fortalecimento da vigilância pós-mercado, e não necessariamente ao aumento de produtos com problemas.
Congresso veste cores da prevenção
Fachada do Congresso Nacional recebe, desde a noite desta quarta-feira, projeções da campanha Setembro em Flor, dedicada à prevenção dos tumores ginecológicos. Brasil registra cerca de 32 mil novos casos por ano, 17 mil deles de câncer do colo do útero. A pressão recai sobre o SUS: especialistas apontam que o cenário é agravado por falhas na cobertura vacinal contra o Papilomavírus Humano (HPV), baixa adesão ao rastreamento pelo exame de Papanicolaou e demora no início do tratamento. A situação é mais grave nas regiões Norte e no Nordeste.
