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Cinco a cada seis planos de saúde no Brasil são contratos coletivos

O emprego responde pela maior parte dos planos coletivos: 38,9 milhões estão em contratos empresariais, contra 5,8 milhões em planos por adesão

Imagem gerada por IA/ChatGPT
Imagem gerada por IA/ChatGPT Gráfico de Saúde Insider

Plano de saúde no Brasil é, cada vez mais, um benefício coletivo. Dos 53,1 milhões de beneficiários da saúde suplementar, 44,7 milhões – ou 84,2% – estão em contratos coletivos. Há 8,4 milhões, 15,8% do total, que possuem planos individuais ou familiares. Em outras palavras: de cada seis vínculos de assistência médica no país, cinco são coletivos.

O emprego responde pela maior parte dessa concentração. Dos 44,7 milhões de beneficiários de planos coletivos, 38,9 milhões estão em contratos empresariais. Outros 5,8 milhões têm planos coletivos por adesão. O acesso à saúde suplementar fica, assim, fortemente associado ao mercado de trabalho e a outras formas de contratação coletiva.

Esse mercado cresceu, mas ainda alcança apenas uma parcela da população. Os atuais 53,1 milhões de beneficiários equivalem a cerca de 25% dos brasileiros. Há dez anos, eram 47,7 milhões, ou 23% da população. Enquanto a cobertura em relação ao total de habitantes avançou 2 pontos percentuais em uma década, o número de operadoras com beneficiários seguiu a direção oposta: caiu 16,7%, para as atuais 662.

A base também está em constante movimento. Nos 12 meses até julho de 2026, foram 16,1 milhões de adesões e 15,4 milhões de cancelamentos, taxa de rotatividade de 29,3%. Os números da ANS representam vínculos, e não necessariamente pessoas: o mesmo indivíduo pode ter mais de um plano. Ainda assim, a fotografia do mercado é clara. O plano coletivo tornou-se o eixo da saúde suplementar brasileira.

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