Com tecnologia e orientação ao uso consciente de benefícios, Safe Care reduz sinistralidade e aumento no preço de planos
Empresa possui clientes que somam 300 mil vidas e projeta crescer 55% em faturamento neste ano
Reduzir a sinistralidade é a principal preocupação das empresas na gestão de saúde corporativa, em razão do consequente impacto financeiro dos reajustes nos planos coletivos, afirmou a sócia e vice-presidente comercial da Safe Care Benefícios, Katia de Boer. A companhia atua no modelo B2B, atende clientes que somam 300 mil vidas e administra R$ 600 milhões em prêmios. Para diminuir a sinistralidade de seu portfólio, adota como estratégia a integração de tecnologia de dados, ações de prevenção e orientação dos colaboradores sobre o uso consciente dos benefícios. A empresa projeta crescimento de 55% no faturamento em 2026, mas não revela os números absolutos da receita. “A sinistralidade é o ponto que o cliente cobra demais, é onde vai impactar o bolso dele”, disse Katia.
A sinistralidade – relação entre a arrecadação de mensalidades pelas operadoras e os gastos com assistência aos beneficiários – é o principal fator para definir o índice de reajuste anual dos planos coletivos. Caso a utilização pelos beneficiários ultrapasse o limite previsto em contrato, pode ser aplicado um acréscimo proporcional para cobrir a diferença. A Safe Care oferece soluções que combinam BI (Business Intelligence), auditoria técnica e consultoria para gerar previsibilidade e economia para os clientes. A companhia afirma que, em 2025 os reajustes foram 54% menores na sua carteira.
Segundo pesquisa da corretora Pipo Saúde, a sinistralidade média do mercado brasileiro atingiu 82% em 2026. O levantamento, que ouviu 627 empresas em 26 segmentos, indica que 53,5% delas já operam acima do break-even do plano. O estudo destacou que, pelo quinto ano seguido, o plano de saúde foi o benefício mais oferecido pelas empresas no Brasil, chegando a 93,9% delas.
O SIB (Sistema de Informações de Beneficiários), banco de dados oficial da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), mostra que, até julho deste ano, dos 44,7 milhões de beneficiários de planos coletivos, 38,9 milhões estão em contratos empresariais. Outros 5,8 milhões têm planos coletivos por adesão. “Sinistralidade está na mesa do CEO e do conselho das companhias”, disse Katia.
Na visão da executiva, com o envelhecimento da população, haverá muito mais cronicidade dentro das empresas, e essa realidade precisa ser administrada. As saídas para as gestoras de saúde corporativa são incorporar tecnologia, analisar dados e acompanhar a jornada do paciente para apresentar soluções aos clientes. “A empresa que não trouxer isso não tem mais espaço no mercado.”
Entre as soluções oferecidas pela Safe Care estão uma plataforma de dados das apólices de saúde, auditoria de contas médicas e consultorias para o departamento de recursos humanos dos clientes. Katia destacou também a importância de ações e programas de prevenção para evitar custos elevados às empresas.
Outro ponto fundamental, segundo ela, é a orientação dos colaboradores para fazer uso adequado do plano de saúde, pois, em geral, Katia diz que os funcionários não têm a dimensão dos impactos da sinistralidade nos custos da empresa. Isso pode resultar na redução ou até na extinção do benefício, segundo a executiva. “É preciso criar o letramento de todos os envolvidos na cadeia para a utilização consciente do plano de saúde.”
Questões essenciais
O que é sinistralidade de um plano de saúde?
É a relação entre os gastos da operadora com assistência aos beneficiários e a receita obtida com as mensalidades em determinado período.
Como a sinistralidade afeta planos de saúde empresariais?
A sinistralidade é um dos elementos centrais considerados na gestão e na negociação dos reajustes dos contratos coletivos.
Quantas pessoas têm planos coletivos empresariais no Brasil?
Dados da ANS, de julho de 2026, mostram que existem 38,9 milhões de beneficiários nessa modalidade. Isso representa 73% de vínculos entre todos os modelos de planos no Brasil.
