Plano Brasil Saúde mira São Paulo e projeta faturamento de R$ 150 milhões em 2027
Operadora baiana de planos empresariais aposta em prevenção e controle da sinistralidade para dobrar carteira de beneficiários até 2027
Especializada em gestão de saúde corporativa, a operadora Plano Brasil Saúde mira a entrada na região Sudeste para atingir R$ 150 milhões de faturamento e 100 mil vidas em 2027. Atuando exclusivamente com planos empresariais, incluindo PMEs (pequenas e médias empresas), a companhia busca oferecer, por meio de um modelo focado em prevenção, menores taxas de sinistralidade e redução de custos para os contratantes. Em operação desde 2020, quando foi fundada na Bahia, conta com 50 mil vidas e projeta faturamento de R$ 100 milhões em 2026.
Além da atuação em território baiano, tem presença em outros estados nordestinos, como Pernambuco e Sergipe, além de Goiás. Segundo o CEO do Plano Brasil Saúde, Paulo Bittencourt, o principal alvo da estratégia de expansão é a cidade de São Paulo. “Já estamos formatando a rede. O mercado paulista, além de ser gigante, é bem competitivo.” De acordo com dados da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), o Brasil somava 38,9 milhões de beneficiários em planos coletivos empresariais em julho de 2026. O estado de São Paulo representava 37% desse total, com 14,4 milhões de beneficiários.
O executivo afirmou que, em razão do modelo de negócio já consolidado, a operadora poderá encontrar espaço no nicho corporativo do território paulistano. “Entendo que o foco na prevenção traz mais racionalidade e produtividade”, disse Bittencourt. Ele explicou que a operadora desenvolve um cuidado individualizado para cada usuário. Após uma entrevista inicial com a equipe de saúde da família, são identificados os beneficiários com maior propensão à utilização de serviços de saúde. “Então começamos a trabalhar um plano de prevenção.”
Com essa abordagem, a companhia visa reduzir desperdícios e controlar custos, evitando exames e procedimentos desnecessários. Segundo o CEO, o Plano Brasil Saúde apresenta uma sinistralidade inferior a 50%, enquanto o mercado como um todo trabalha no patamar de 81,9%, segundo dados da ANS referentes ao primeiro semestre. “A sinistralidade controlada é o segredo do negócio”, afirmou Bittencourt.
A sinistralidade – relação entre os gastos com assistência aos beneficiários e a arrecadação de mensalidades pelas operadoras – é um dos principais fatores para definir o índice de reajuste anual dos planos coletivos. Caso a utilização pelos beneficiários ultrapasse o limite previsto em contrato, pode ser aplicado um acréscimo proporcional para cobrir a diferença.
Questões essenciais
Qual é a meta de crescimento do Plano Brasil Saúde para 2027?
O Plano Brasil Saúde pretende atingir 100 mil beneficiários e faturamento de R$ 150 milhões em 2027. Atualmente, segundo a companhia, a carteira reúne 50 mil vidas, com projeção de faturamento de R$ 100 milhões em 2026.
Por que o Plano Brasil Saúde pretende entrar no mercado paulista?
A operadora considera São Paulo um mercado estratégico pela concentração de beneficiários de planos coletivos empresariais. A empresa pretende ampliar sua atuação regional e conquistar clientes corporativos, incluindo pequenas e médias empresas.
Qual é a sinistralidade do Plano Brasil Saúde?
Segundo o CEO Paulo Bittencourt, a operadora registra sinistralidade inferior a 50%. No primeiro semestre de 2026, a sinistralidade agregada das operadoras médico-hospitalares brasileiras foi de 81,9%, conforme dados da ANS. O indicador específico da empresa ainda precisa de confirmação documental.
