Pular para o conteúdo

Economia

“Inflação da saúde” supera IPCA em 25,5% nos últimos 12 meses, com destaque para preços dos serviços

Inflação de produtos e serviços ligados à saúde sobe mais que o IPCA total, calculado pelo IBGE. Enquanto o índice oficial soma 4,58% em 12 meses, o grupo Saúde e Cuidados Pessoais tem alta de 5,75%

Crédito de Foto: Magnific
Crédito de Foto: Magnific Ilustração de Saúde Insider

A alta de produtos e serviços ligados à saúde segue acima da inflação geral no país, como mostram dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), o indicador oficial do custo de vida, calculado mensalmente pelo IBGE. Segundo o instituto, que na última sexta-feira (9) divulgou as informações referentes a setembro, o IPCA variou 0,82% no mês passado e acumula alta de 3,95% no ano e de 4,58% em 12 meses. Já o grupo Saúde e Cuidados Pessoais, embora tenha registrado variação mensal bem menor (0,08%), soma 4,82% em 2026 e 5,75% em 12 meses. Nessa última base de comparação, 1,17 ponto percentual a mais (+25,5%).

Esse grupo, um dos nove que compõem o IPCA-IBGE, representa aproximadamente 14% do total. À frente dele, estão Alimentação e Bebidas (em torno de 22%), Transportes (20%) e Habitação (15%). A inflação de alimentos, por exemplo, subiu 0,83% em setembro, mas está abaixo do resultado geral (4,37% em 12 meses, ante 4,58% do IPCA cheio). E representou impacto de 0,18 ponto percentual no mês passado, enquanto o grupo da saúde teve efeito mínimo (0,01 ponto). O maior peso em setembro foi do grupo Habitação (0,35 ponto).

Os dados do IBGE mostram que, assim como no resultado global, o custo dos serviços ligados à saúde sobe acima da média. O subitem serviços médicos e dentários acumula 6,38% no ano (de janeiro a setembro) e 8,39% em 12 meses. Para os médicos, as altas são de 6,4% e 7,3%, respectivamente, enquanto para dentistas somam 6,75% e 9,77% (5,71% e 7,77% no caso de aparelhos ortodônticos). As variações são menores para fisioterapeutas (1,34% e 6,41%) e psicólogos (2,01% e 4,84%). Os planos de saúde somam 4,14% em 2026 e 5,7% em 12 meses.

Exames de laboratório também mostram variação superior à inflação geral medida pelo IBGE: 4,65% no ano e 5,06% em 12 meses. Já os medicamentos têm resultados variados. Preços de antibióticos e antiinflamatórios, por exemplo, sobem 3,23% em 12 meses, pouco acima dos antidiabéticos (3,07%). Analgésicos e antitérmicos têm alta de 4,83% e produtos dermatológicos, de 4,15%. A maior variação é de medicamentos oftamológicos (7,89%). A inflação de serviços, no resultado total do IPCA, também fica acima da média geral (4,58%) e avança 5,89% em 12 meses.

Levantamento nos números do IBGE demonstram que as despesas com saúde sobem acima da inflação (IPCA) desde 2022. De janeiro daquele ano até julho de 2026, o índice oficial acumulou alta de 25,12%, enquanto o grupo Saúde e Cuidados Pessoais variou 39,01%. Nesse período, o peso desse grupo em relação ao indicador geral passou de 10,7% para 13,8%. Em 2025, o IPCA totalizou 4,26%, o quinto menor resultado desde o Plano Real. Já o grupo da saúde subiu 5,59%.

Questões essenciais

O que mostram os dados sobre a inflação no Brasil?

O IPCA, índice oficial da inflação no país, calculado pelo IBGE, variou 0,82% em setembro e acumula alta de 3,95% no ano e de 4,58% em 12 meses.

E o grupo que inclui itens de saúde?

O grupo Saúde e Cuidados Pessoais, que tem peso aproximado de 14% no índice total, variou menos em setembro (0,08%). Mas soma 4,82% em 2026 e 5,75% em 12 meses.

O que subiu mais?

Pelos dados do IBGE, o preço de serviços médicos e dentários acumula inflação de 6,38% no ano e de 8,39% em 12 meses, acima das médias gerais.

Mais lidas

Mais em Economia