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Anvisa delimita coleta de exames, SUS atualiza protocolos e Bonsucesso amplia estrutura

Anvisa orienta fiscalização de serviços de sangue e delimita coleta itinerante. Ministério da Saúde atualiza protocolos e amplia atendimento especializado.

Crédito de Foto: Magnific
Crédito de Foto: Magnific Ilustração de Saúde Insider

Atendimento especializado chega a três cidades

Unidades móveis do Agora Tem Especialistas começam a atender em Belém e Feira de Santana, com consultas e exames de cardiologia. Em Maringá, entra em operação uma carreta de saúde bucal. Segundo o Ministério da Saúde, cada unidade de cardiologia tem previsão de realizar mais de 1,5 mil procedimentos mensais. 

Hemoterapia com fiscalização orientada

Serviços de hemoterapia devem adequar seus procedimentos à Portaria GM/MS 11.685/2026 sem abandonar as exigências da RDC 34/2014. Em comunicado, a Anvisa apresentou roteiro para orientar as vigilâncias sanitárias durante a transição. As duas normas devem ser aplicadas de forma complementar. O método de classificação do risco dos serviços permanece sem mudança no cálculo estatístico. Para hemocentros e hospitais, o roteiro indica os pontos de atualização que serão observados nas inspeções enquanto a agência prepara uma nova regulamentação, ainda sujeita a consulta pública. 

Bonsucesso amplia capacidade

Hospital Geral de Bonsucesso, no Rio de Janeiro, recebeu um segundo tomógrafo e ampliou a estrutura de hemodinâmica. A expectativa é realizar 500 tomografias mensais com o novo equipamento. A unidade também incorporou 17 leitos de recuperação pós-anestésica e semi-intensiva. O reforço ocorre em meio ao aumento da produção assistencial. Entre janeiro e setembro, o hospital realizou 9,8 mil cirurgias, acima das 8,5 mil registradas em todo o ano de 2025. 

Exames itinerantes têm limite

Coletas em empresas e domicílios precisam respeitar a fronteira entre atendimento itinerante e estabelecimento fixo. Republicada nesta quinta-feira, a RDC 1.043/2026 da Anvisa determina que o serviço itinerante tenha atuação pontual ou sazonal. Atividades contínuas e regulares caracterizam estabelecimento fixo. Somente postos de coleta classificados como Serviço Tipo II e serviços Tipo III podem manter essa operação, própria ou contratada. 

Hemofilia exige organização da rede

Gestores do SUS terão de definir serviços de referência e fluxos de atendimento para crianças de zero a seis anos com hemofilia A sem inibidores do fator VIII. A Portaria Conjunta SAES/SCTIE 80 aprovou o protocolo nacional de uso do emicizumabe nesse grupo. Suas regras orientam o acesso, a autorização, o registro e o ressarcimento dos procedimentos. Cabe às secretarias organizar a assistência conforme suas competências e pactuações. 

Hemangioma tem protocolo atualizado

Ministério da Saúde substituiu o protocolo de hemangioma infantil que vigorava desde 2018. Publicada nesta quinta-feira (15), a Portaria Conjunta SAES/SCTIE 76 aprovou diretrizes nacionais para diagnóstico, tratamento e acompanhamento, com aplicação também na autorização e no ressarcimento dos procedimentos. Estados e municípios deverão definir referências e organizar os fluxos assistenciais. Para os prestadores, a atualização passa a orientar tanto o atendimento quanto seu registro no SUS. O ato também exige que pacientes ou responsáveis sejam informados sobre os riscos dos tratamentos previstos.

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