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Operadoras de Saúde

MEIs ajudam a sustentar crescimento dos planos de saúde, mas ritmo desacelera, aponta estudo

Levantamento da Anahp mostra avanço dos contratos de até cinco vidas, enquanto planos individuais e coletivos por adesão perdem beneficiários

Crédito de Foto: Magnific
Crédito de Foto: Magnific Ilustração de Saúde Insider

Planos coletivos têm sustentado a saúde suplementar, apesar de o país não conseguir ultrapassar a barreira dos 25% de cobertura por operadoras privadas. E dentro desse universo, o crescimento é puxado por planos de até cinco vidas, associados a MEIs (Microempreendedores Individuais), mostra levantamento da Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados), feito em parceria com a consultoria Arquitetos da Saúde. Conforme os dados, apresentados em evento online realizado quinta-feira (24), essa modalidade registrou aumento de 188% no número de beneficiários entre 2015 e 2026, saindo de 1,7 milhão para 4,9 milhões, até maio de 2026. No mesmo período, o total de planos coletivos cresceu 12%.

Já entre os planos individuais, segundo o estudo, houve redução de 13,4% (de 9,7 milhões para 8,4 milhões), o mesmo percentual verificado nos contratos coletivos por adesão (que caíram de 6,7 milhões para 5,8 milhões de vínculos). No total, havia no Brasil 49,7 milhões de planos em 2015, para uma população de aproximadamente 204,5 milhões de habitantes. Isso mostrava uma cobertura de 24,3%. Hoje, são 53,1 milhões de vínculos para 214,2 milhões de habitantes, o que dá 24,8%. “O número total cresce pouco, muito pelo MEI, mas que também tem diminuído o ritmo”, afirmou Luiz Feitosa, sócio-fundador da Arquitetos da Saúde.

Entre 2020 e 2023, o número de beneficiários de planos de até cinco vidas saltou de 2,8 milhões para 4,4 milhões, crescimento de 57%. Desde então, o incremento tem sido mais modesto, com alta de 11%. Adriano Londres, também sócio-fundador da Arquitetos da Saúde, destacou que o fato de os beneficiários desses contratos constituírem a principal fonte de crescimento do setor gera preocupação, principalmente sobre a capacidade desse público de absorver reajustes. “Muitas vezes, trata-se na verdade de famílias. Qual é o nível de resiliência deles para manter os planos?”.  

O tema entra no campo dos chamados falsos coletivos – CNPJs criados para acomodar familiares dentro do contrato, e não funcionários de uma empresa de pequeno porte. Esse tipo de vínculo pode levar a uma disputa jurídica, já que contratos coletivos têm reajustes negociados diretamente com as operadoras, enquanto planos individuais ou familiares têm regras estabelecidas pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). Neste caso, para contratos com aniversário entre maio de 2026 e abril de 2027 o índice de aumento é de 5,11%.

Já os contratos coletivos, conforme dados da ANS, registram os maiores níveis de reajuste médio. Em 2025, último ano completo da série, o aumento médio foi de 14,7%. Em relação aos planos empresariais, a preocupação levantada pelos autores do estudo está relacionada ao atual ambiente corporativo. Londres afirmou que notícias de grandes empresas em recuperação judicial, por exemplo, chamam a atenção. “É um ponto de atenção, em um momento de juros altos, rigor de crédito e desaceleração da economia.”

Questões essenciais

Qual o percentual atual de planos de saúde coletivos, sejam empresariais ou por adesão, no total do mercado?

Segundo a ANS, eles somam hoje 44,7 milhões, 84,1% do total de 53,1 milhões de contratos.

Quantos beneficiários estão em planos de até cinco vidas?

O número passou de 1,7 milhão em 2015 para 4,9 milhões em maio de 2026, conforme levantamento apresentado pela Anahp e pela Arquitetos da Saúde.

O crescimento dos planos de saúde está desacelerando?

Os dados mostram que há pelo menos dez anos o percentual de vínculos privados em relação ao total da população não passa da casa de 25%. No total, havia no Brasil 49,7 milhões de planos em 2015, para uma população de aproximadamente 204,5 milhões de habitantes. Isso mostrava uma cobertura de 24,3%. Hoje, são 53,1 milhões de vínculos para 214,2 milhões de habitantes, o que dá 24,8%.

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