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Política

Série Saúde nas Eleições. Romeu Zema (Novo) propõe reduzir “custo da regulação” e expandir telemedicina

Candidato defende revisão de "obrigações regulatórias" que, segundo ele, oneram o setor privado. E quer mais parcerias com hospitais particulares e startups

Candidato Romeu Zema/Crédito de Foto: Divulgação
Candidato Romeu Zema/Crédito de Foto: Divulgação Ilustração de Saúde Insider

Esta é a quinta reportagem da série especial Saúde nas Eleições, em que o Saúde Insider traz as propostas de governo – para a saúde – dos principais candidatos a presidente. Apresentamos as propostas de Romeu Zema (Novo). Empresário, o presidenciável coloca a redução de entraves regulatórios no centro de sua agenda para o setor. Ele defende rever obrigações que oneram hospitais, clínicas e outros prestadores privados, assim como pretende modernizar as regras dos planos de saúde. O programa também propõe limitar a judicialização, ampliar parcerias do SUS com a iniciativa privada e criar um registro nacional de saúde integrado.

A série de reportagens apresentará, em ordem alfabética, os seis candidatos que alcançaram ao menos 2% das intenções de voto na pesquisa Datafolha de 11 de setembro. Na segunda-feira (14), o Saúde Insider apresentou as propostas de Augusto Cury. Na terça-feira (15), as propostas de Flávio Bolsonaro (PL). Na quarta-feira (16), as de Lula (PT). Na quinta-feira (17), as de Renan Santos (Missão). Hoje, sexta-feira (18), traz as propostas de Romeu Zema (Novo). A série termina no sábado (19), com Ronaldo Caiado (PSD).

No documento de Zema, chamado Plano Implacável, o candidato afirmou que o problema da saúde brasileira é de gestão, e não de falta de recursos. O programa cita orçamento superior a R$ 230 bilhões anuais e afirma que parte do dinheiro é mal aplicada (em 2026, a dotação inicial total do Ministério da Saúde ficou em R$ 270,3 bilhões). A avaliação da campanha do Novo é que a fragmentação entre União, estados e municípios, a baixa integração tecnológica e poucos mecanismos de incentivo a resultados reduzem a eficiência do sistema no país.

Na saúde suplementar, Zema propõe “modernizar a regulação sobre planos de saúde” e combater o que classifica como entraves excessivos no marco da ANS. A ideia é permitir modelos diferenciados de planos, com variações de cobertura, segmentação de serviços e mecanismos mais flexíveis de compartilhamento de custos. Segundo o programa do Novo, maior concorrência ampliaria as opções dos beneficiários e poderia melhorar a relação entre preço e cobertura.

O candidato também quer revisar as obrigações regulatórias impostas a hospitais, clínicas e prestadores privados, inclusive regras relacionadas ao uso de inteligência artificial. Segundo o texto, a revisão deve preservar exigências baseadas em evidências e evitar redução da oferta de serviços e garantir o sigilo do usuário de acordo com a LGPD.

Outra frente apresentada no plano de governo é a que encara a judicialização. O texto propõe estabelecer critérios técnicos vinculantes para decisões judiciais em saúde, com protocolos clínicos e listas de referência obrigatórias. Segundo o candidato, a medida aumentaria a segurança jurídica e reduziria a interferência judicial nas políticas públicas e na regulação.

Na área de tecnologia e integração assistencial efetiva, Zema prevê um registro nacional unificado de saúde, sob controle do cidadão, que concentre o histórico clínico e possa ser consultado independentemente do local de atendimento. O governo federal lideraria a infraestrutura, com interoperabilidade entre sistemas públicos e privados e autorização do paciente para acesso aos dados.

O programa inclui ainda expansão da telemedicina, melhoria da conectividade das unidades públicas e uso de inteligência artificial para organizar filas e direcionar pacientes dentro de redes regionalizadas. Na atenção primária, a proposta é ampliar a Estratégia de Saúde da Família, reforçar a vacinação e criar incentivos ligados a resultados no acompanhamento de doenças crônicas.

Para reduzir filas, Zema propõe aproveitar a capacidade de clínicas e hospitais privados por meio de contratos com metas de atendimento e qualidade. O programa também prevê ampliar concessões, PPPs e parcerias com organizações sociais para construir e gerir unidades de saúde. No campo da inovação, a proposta é aproximar startups e hospitais universitários e fortalecer a relação entre universidades e empresas médicas e farmacêuticas, com o objetivo de reduzir a dependência externa de insumos e equipamentos. Abaixo, segue o link para o arquivo em PDF com todo o plano de governo do candidato do Novo.

Questões essenciais

Quantas vezes a palavra saúde aparece no Plano de Governo?

Aparece 62 vezes.

Quantos projetos de saúde o candidato apresenta?

O plano apresenta 22 propostas no capítulo dedicado à saúde. Na checagem de Saúde Insider, foram identificadas 262 propostas em todo o documento, o que faz a saúde representar 8,4% do total.

O candidato detalha de onde virão os recursos?

Não.

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