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Cadeiras vazias na ANS

Fim dos mandatos de Jorge Aquino e Eliane Medeiros abre uma nova etapa na composição da diretoria da ANS. Lista de interinos tem nove nomes e já está com a presidência da República

Ilustração de Saúde Insider
Ilustração de Saúde Insider Crédito: Divulgação

Duas saídas em menos de 30 dias devem estreitar novamente a composição da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), justamente quando se acumulam pautas regulatórias de alto impacto. O mandato de Jorge Aquino termina em 26 de agosto; o de Eliane Medeiros, em 24 de setembro. Até que os substitutos sejam anunciados, a diretoria colegiada passará dos atuais cinco integrantes para três: Wadih Damous, diretor-presidente; Lenise Secchin, diretora de Normas e Habilitação dos Produtos; e Carla Soares, diretora interina de Gestão.

Na Presidência da República já está uma lista com nove nomes indicados para ocupar interinamente as vagas. A solução provisória preserva o funcionamento formal da agência, mas abre uma disputa anterior à escolha da diretoria definitiva. Distribuir duas cadeiras significa decidir quem herdará processos, controlará agendas e ganhará influência sobre temas capazes de alterar custos, coberturas e obrigações das operadoras.

Para os mandatos definitivos, a expectativa no setor é mais longa. Os nomes só devem ser conhecidos depois do Carnaval de 2027, e a nomeação continuará sem data enquanto os indicados não passarem pela sabatina e pela aprovação do Senado. Ainda que o Palácio do Planalto antecipe as escolhas, o calendário eleitoral e o rito legislativo empurram a recomposição completa da diretoria para o próximo ano.

O desafio, portanto, vai além de preencher cadeiras. Cada nome desloca centros de influência, redistribui processos e pode redefinir prioridades. Na ANS, a vacância reduz a capacidade de decidir. A interinidade determina quem decidirá enquanto ela durar.

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