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Com atuação em São Paulo e Campinas, Sanii planeja expandir para sete mercados até 2027

Startup que conecta cuidadores a idosos que necessitam de atendimento domiciliar vê no envelhecimento da população e na profissionalização do setor oportunidades de crescimento

Ilustração de Saúde Insider
Ilustração de Saúde Insider Crédito de Foto: Magnific

Empresa de gestão de cuidados domiciliares para idosos, a Sanii planeja expandir sua atuação para outros sete mercados até 2027. Com atividade em São Paulo e Campinas (SP), a startup pretende ingressar em mais duas cidades ainda neste ano e em outras cinco no ano que vem. No longo prazo, mira presença nas principais capitais do país, além de considerar modelos alternativos, como parcerias e franquias, para atender municípios menores. Rio de Janeiro, Porto Alegre e Brasília são alguns dos alvos preferenciais.

A empresa projeta atingir 1 milhão de horas de cuidados prestados até o final de 2026, com seus 2 mil profissionais cadastrados na plataforma, entre cuidadores, técnicos e auxiliares de enfermagem e enfermeiros – o faturamento não é divulgado. “Estamos preparados para alocar uma equipe em uma ou duas horas no domicílio”, disse Renato Tilkian, um dos fundadores da Sanii.

A Sanii nasceu em 2023, da união entre a Senior Services, uma das empresas de cuidado domiciliar mais tradicionais do Brasil, e um grupo de empreendedores formado, além de Tilkian, por Angelina Clarke e Michael Kapps. O trio possui experiência em tecnologia, gestão e inovação em saúde.

A startup viu na informalidade do mercado e no envelhecimento populacional oportunidades de crescimento. Segundo projeção da consultoria Data Bridge Market Research, o mercado brasileiro de assistência domiciliar à saúde deverá atingir US$ 20,2 bilhões até 2032, com taxa composta de crescimento anual de 13,1%. Em 2024, o segmento movimentou US$ 10,6 bilhões.

Na visão dos fundadores da Sanii, o cenário de demanda crescente esbarrava em problemas de gerenciamento e na pulverização da atividade no Brasil, o que dificultava o ganho de escala e a oferta do serviço. Os problemas do setor foram rapidamente observados, segundo Kapps. “Percebemos que o gerenciamento era feito com uma planilha de Excel e WhatsApp”, disse o sócio da empresa. “Isso resultava em uma operação caseira que não ganhava escala.”

A companhia já levantou R$ 13 milhões em duas rodadas, com investidores como Norte Ventures, Seedstars, Sororitê Ventures e Valor Capital Group. Os recursos são direcionados à expansão da operação e ao desenvolvimento de tecnologia própria para a gestão do cuidado. Entre as soluções está uma plataforma para encontrar o profissional mais adequado para cada paciente. Outra ferramenta é uma solução de inteligência artificial para filtrar cuidadores e enfermeiros no processo de recrutamento.

Cofundadora da Sanii, Angelina Clarke destacou a complexidade de organizar a rotina de atendimento, que envolve a participação de diversos profissionais, muitas vezes ao longo das 24 horas do dia. “É um quebra-cabeça de pessoas de confiança que precisam entrar e sair da casa do cliente”, disse. Ela acrescentou que um plano de atendimento emergencial muitas vezes evolui para um atendimento de saúde de longo prazo.

Para Tilkian, o setor apresenta demanda crescente e resiliência típica da área da saúde. “As pessoas estão vivendo mais e isso impacta na qualidade de vida”, disse. “O idoso não escolhe quando precisa do cuidado. Ou a família coloca em casa de repouso ou contrata cuidador”, afirmou.

Nos próximos anos, essa demanda tende a se acentuar com a perspectiva de envelhecimento da população brasileira. Conforme projeções do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a proporção de pessoas com 60 anos ou mais subiu de 8,7% para 18,1% entre 2000 e 2025. Esse percentual seguirá aumentando, atingindo 30% em 2050.

“A população idosa vai quase triplicar”, disse Tilkian. O IBGE aponta que o país superou a marca de 35 milhões de pessoas com mais de 60 anos no ano passado. “Nós já vemos que existe um grande boom na demanda por esse tipo de cuidado.”

Questões essenciais

O que faz a Sanii?

A Sanii oferece gestão de cuidado domiciliar para idosos, utilizando tecnologia para organizar atendimentos e selecionar profissionais para trabalhar em residências com idosos que precisam de serviços de saúde.

Como a empresa utiliza inteligência artificial?

A startup emprega inteligência artificial para apoiar o recrutamento e a seleção de cuidadores e enfermeiros.

Por que o mercado de cuidado domiciliar tende a crescer?

O envelhecimento da população brasileira e a falta de profissionalização nos negócios do setor aumentam a demanda por serviços de cuidado de longo prazo, impulsionando esse mercado.

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